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Segurança no Laboratório

I – Segurança no laboratório de óptica
II – Segurança no laboratório de química
III  – Regras básicas de operação
IV – Substâncias cancerígenas
V – Esforços repetitivos
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I – Segurança no laboratório de óptica
1 – Limpeza: Sempre limpar muito bem os sapatos antes de entrar no laboratório. A poeira danifica os equipamentos e as superfícies ópticas.
2 – Não tocar as superfícies ópticas:  A sujeira das lentes, prismas, espelhos, filtros etc. é de difícil limpeza, afetando muito os resultados. As marcas de dedos danificam irreversivelmente a superfície dos espelhos.
3 – Acidentes no escuro:  Prevenir todos os possíveis acidentes que possam ser causados pela ausência de luz.
Lixeiras no meio do caminho, Pecas e acessórios ao alcance dos braços  podem ser empurrados acidentalmente.
Cabos de equipamentos e detetores pelo chão podem ser chutados ou enroscados derrubando os equipamentos
4 – Cuidados no manuseio: Parafusos de deslocamento devem ser operados com o máximo de zelo, pois ao atingirem o final do curso podem emperrar,  danificando as roscas do parafuso/porca de precisão.
Detetores possuem limite de potência  de operação, ultrapassa-los é danifica-los com certeza.
5 – Atenção com as fontes de luz:
a) Lâmpadas halógenas produzem MUITO calor, geralmente estão conjugadas com um sistema de exaustão para retirar o calor do sistema óptico. Sempre são muito quentes e causam queimaduras nas mãos e braços
b) Luz laser: Independente da classe de potência a que pertençam, todos representam risco de danos ao olho, assim como suas reflexões.
c) Luz Ultravioleta: Nos laboratórios de óptica lâmpadas de Hg são muito usadas para calibração de monocromadores e outros sistemas onde é importante se conhecer com exatidão o comprimento de onda.
Acontece que em geral os usuários desconhecem a emissão muito intensa de UV que ela possui.
A radiação UV é parte do espectro eletromagnético. O princípio que se aplica a todas as ondas eletromagnéticas, no qual a energia é inversamente proporcional ao comprimento de onda, por conseguinte, também se aplica à radiação UV. Isto significa que, à medida que diminui o comprimento de onda, aumentam a energia potencial da radiação UV e, em consequência, seu efeito.
Definição de radiação UV.
A luz detectada por nossos olhos é somente uma seção extremamente pequena da larga faixa de ondas eletromagnéticas. O espectro eletromagnético compreende :
Ondas elétricas
Ondas de rádio
Espectro visivel
Infravermelho
Ultra violeta
Raios X, Gama, e Cósmico.
A luz que percebemos, inclui comprimento de onda  entre 400 e 700 nm. No final da onda longa, situa-se a faixa infravermelha (IR) e, no final da onda curta, a faixa de (UV).
Os efeitos fisiológicos variam de acordo com a faixa de onda,  Nos sentimos  a presença da radiação IR meramente como calor, O efeito calor é consideravelmente reduzido na faixa visível, onde o efeito da luz torna-se mais pronunciado.
Para o UV, os efeitos fisiológicos devido ao aumento da energia são muito mais complexos. O aumento na ocorrência de reações desencadeadas em organismos vivos levou a classificação da radiação em UV em A, B e C.
FAIXA UVA ( comprimento de onda entre 320 –  400 nm)
Causa bronzeamento direto da pele com  eritema fraco, ou sub-queimadura. A reação máxima do eritema é atingida em 72 horas, após exposição  ao sol. Havendo exposição contínua, não somente  se acelera o envelhecimento da pele, mas , também ocorre implicação carcinogênica.
FAIXA UVB (comprimento de onda entre 280 – 320 nm)
Causa resposta de eritema e, em associação bronzeamento indireto da pele. Sob irradiação intensa freqüente pode produzir carcinomas na pele.
FAIXA UVC (comprimento de onda entre 100 – 280 nm)
Esta parte do espectro solar não alcança a Terra, já que os comprimentos de onda abaixo de 290 nm são absorvidos pela camada de ozônio da atmosfera (ou pelo menos enquanto ela existir)..
A radiação UVC é germicida e mostra-se altamente danosa à pele humana, devido ao seu alto teor de energia.
Pesquisas recentes identificaram o lambda de 297 nm como o mais perigoso à nossa pele e o Hg emite linhas  espectrais em 184,91 nm,  253,65 nm,  265,20 nm, 296,73 nm , 302,15nm, 312,57 nm, 313,17 nm,  334,15 nm,  365,48 nm, 365,02 nm, e 366,33 nm.
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II – Segurança no laboratório de química
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1. FOGO E EXPLOSÃO
Talvez sejam os parâmetros mais conhecidos aqueles relacionados com o risco de fogo e explosão. Entretanto existe uma perigosa rotina de não se estruturar as ações de prevenção e combate segundo otimização para as condições locais. Para isto todas as atividades sejam consideradas, especialmente aquelas que ocorram ou sejam demandadas de maneira intermitente ou esporádica. Estas costumam alterar as condições previstas de forma invisível ou imprevista para o gerenciamento baseado nas rotinas.
Além disto deve-se fazer uma correta interpretação de parâmetros de controle de risco. Por exemplo, quando um líquido que possue um ponto de fulgor abaixo da temperatura ambiente é usado, em determinadas condições, libera uma quantidade de vapor suficiente para gerar uma mistura inflamável com o ar. Esta pode se acumular no local possibilitando uma explosão pela ignição da mistura vapor/ar por uma fonte de ignição distante, causando um retorno para a fonte original do vapor. Isto leva geralmente a um incêndio de abrangência imprevista.
Um gás inflamável ou vapor deve estar presente em uma concentração da ordem de 1% ou mais por volume para que a mistura com o ar seja inflamável, sendo relativamente simples checar este dado em locais fechados, como fornos, etc. Durante o trabalho rotineiro deve-se evitar que a concentração do vapor ou gás no ar exceda um quarto do limite mínimo inflamável. Assim, o limite mínimo não será alcançado durante operações normais. Vazamentos e derramamentos exigem especial atenção pois alteram de forma significativa as condições normais. Medidas especiais de procedimento devem ser estabelecidas, particularmente para líquidos com ponto de fulgor menor que 32 graus celsius.
A quantidade de todos os materiais inflamáveis e de solventes devem ser mantidas dentro de quantidades mínimas necessárias. Existe uma tendência natural de desrespeitar-se esta diretriz e se usar ou estocar grandes quantidades de solventes nos laboratórios. Quando substâncias inflamáveis não estão em uso o gerenciamento deve prever uma supervisão para que haja  estocagem em local adequado para conter ou minimizar consequências de acidentes.
Equipamentos de combate a incêndios e rotas de escape devem ser claramente definidos e providenciados. Todo o pessoal que trabalhe nos laboratórios deve ser treinado e familiarizado com o equipamento de forma que pequenos incêndios possam ser rapidamente localizados e impedidos de se alastrarem. Quando isto acontecer, entretanto, todos devem ser avisados para que escapem de forma segura.
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2. SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS REATIVAS
Cuidados especiais devem ser tomados no caso de substâncias altamente reativas ou instáveis que possam levar a explosões. Deve ser usado o mínimo necessário ou, quando possível, se executar diversas reações em pequena escala. Quando o risco de explosão é probabilisticamente significativo precauções devem ser tomadas para se minimizar as consequências. Alívios de pressão, escudos de proteção em torno de equipamentos ou sistemas de reação, etc. Quando o risco de explosão for elevado o controle remoto deve ser considerado. Substâncias explosivas podem ser produzidas por reações secundárias ou durante a estocagem de produtos ao longo do tempo. Estes riscos devem ser previnidos e eliminados sempre que possível.
Reações exotérmicas devem ser cuidadosamente controladas e monitoradas especialmente em relação aos sistemas de resfriamento ou agitação. Execute sempre rotinas de checagem antes de iniciar a reação. Estas rotinas devem ser escritas. O trabalho rotineiro pode levar a se negligenciar alguns aspectos.
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3 – RISCOS DE TOXICIDADE
As tres principais vias de absorção do agente tóxico pelo organismo são a ingestão, inalação e absorção percutânea. Quando existir danos a integridade da pele e mucosas as barreiras naturais de controle de absorção do organismo se tornam ineficazes e situações especiais de risco podem advir. Uma primeira consideração deve ser a possibilidade de se usar uma substância menos perigosa ou minimizar a condição de risco. Sempre que possível isto deve ser feito.
Os riscos de ingestão por contaminação das mãos e alimentos são praticamente eliminados com a devida atenção a higiene pessoal e no trabalho. Locais de lavagem de mãos e rosto devem ter a devida atenção na construção de laboratórios. Devem ser em número suficiente, de uso exclusivo para a higiene pessoal e adequados a mesma. Esta precaução é igualmente aplicável para outros riscos a saúde e a promoção da higiene pessoal nunca deve ser negligenciada. Especialmente a pipetagem com a boca deve ser eliminada dada a existência atualmente de equipamentos eficientes e de custo razoável para este fim.
O contato de substâncias corrosivas com a pele é previsto e no caso de substâncias que atravessem a pele um maior grau de risco deve ser associado. O uso de luvas é recomendado toda vez que haja o risco de contato com a pele, entretanto especial atenção deve ser dada a isto. É comum haver negligência na adequação do material da luva com a substância em questão e mais ainda quando houver misturas e/ou subprodutos reacionais. A checagem de condições de uso de luvas não é simples e é muito comum não se possuir luvas de reserva.
Sempre que possível o contato deve ser evitado com mudanças de rotinas de procedimentos ou uso de equipamentos auxiliares para manipulação das substâncias.
As medidas a serem tomadas no caso de contato acidental da pele com substâncias tóxicas devem ser conhecidas e checadas antes da realização das operações.  Algumas substâncias podem ser absorvidas de forma lenta e praticamente imperceptível pelas mucosas e pele, especialmente quando o contato é é repetido e prolongado. Aém disto o uso de luvas tem um valor duvidoso, a menos que rigorosas medidas de prevenção sejam tomadas. Deve esr lembrado que as luvas devem ser limpas ou lavadas imediatamente após acidentes com respingos ou ao final do uso. Embora a monitorização ocupacional periódica do pessoal de laboratório seja na maioria dos casos complexa e de difícil realização, alguns indícios de exposição ou efeitos devem ser avaliados constantemente, exemplificadamente, pruridos, irritações, tonturas, etc.
O contato com olhos deve ser considerado de risco elevado dada a importância da visão para o ser humano. A proteção ocular deve ser usada rotineiramente a não ser quando se use substâncias cujo contato não deva causar danos ou sequelas permanentes e mesmos os danos temporários sejam de menor gravidade, mesmo sem pronto atendimento. É importante ser levado em consideração que é comum que pessoas diferentes daquelas que realizam as operações laboratoriais se acidentem com respingos ou projeções. Procedimentos de prevenção destes fatos devem ser rigorosamente definidas e seguidas.
A inalação de vapores, gases, poeiras e aerossóis é um risco insidioso e disperso nos ambientes laboratoriais. Este fato é comunmente negligenciado até mesmo pela cultura organizacional existente muitas vezes de que os laboratórios são locais que naturalmente cheiram a produtos químicos. É preciso se evoluir para uma cultaura em que a percebção de cheiros seja indício de exposições que portanto devem ser prevenidas ou minimizadas. Normalmente as pessoas são inclinadas a julgar o perigo pelos efeitos agudos, enquanto são os efeitos crônicos mais sérios e que podem levar a danos permanentes ou irreverssíveis. Infelizmente estes danos não podem, na maioria dos casos, ser diretamente atribuídos a exposição a produtos tóxicos, inclusive porque por vezes a pessoa exposta muda de emprego ou função ou os efeitos são idiossincráticos. Desta forma existe poucas evidências estatísticas sobre os estes efeitos crônicos menos evidentes e em consequência os perigos, apesar de sérios e reais tendem a ser desprezados.  Um interessante exemplo foi de um técnico de laboratório que durante um treinamento-em-serviço fez uma reclamação sobre a inalação de uma substância em suas rotinas de trabalho. Avaliados seus procedimentos verificou-se que o mesmo técnico frequentemente negligenciava a prevenção do contato com a pele e a substância em questão era absorvida de forma mais significativa por via dérmica.
É tarefa de todos os responsáveis pelos locais de trabalho (laboratórios, salas de apoio, etc) verificar que substâncias com efeitos irreverssíveis sejam utilizar apenas quando absolutamente necessário. Neste caso instruções adequadas devem estar disponíveis, a supervisão deve ser requerida e todo o processo deve ser realizado de forma a garantir que o material ou substância não contamine o ar respirado no ambiente de trabalho.  Em relação a este aspecto deve ser lembrado que não basta o uso de capelas, mas estas devem ser adequadas ao uso da substância em questão. É comum se encontrar químicos que desconhecem os vários padrões de exaustão e suas destinações. Quando  são manipuladas substâncias com efeitos crônicos ou de longo-prazo deve-se considerar a possibilidade de monitoração ambiental. Esta deve ser planejada sempre considerando-se as extas rotinas de trabalho e não somente segundo padrões externos. Em todo caso a monitoração de procedimentos e percebção dos operadores deve ser realizada.
A avaliação de riscos é sempre complexa mas existem abordagens restritas que servem de indicativo e prevenção.
Enquanto a toxicidade de uma substância em particular é muitas vezes difícil de se avaliar, deve ser sempre lembrado que dois líquidos ou substâncias de baixo risco quando em contato podem liberar produtos gasosos e perigosos. Um exemplo é o caso de substâncias estocadas sob pH ou condições controladas. Quando há variação de pH ou alterações do meio podem ser liberados gases ou produzidos produtos perigosos. Estes fenômenos também podem ocorrer em “traps” usados em linhas de vácuo ou em canalizações de pias ou quando se utiliza recipientes que não tenha sido corretamente lavados após uma operação anterior. Em particular quando há manipulação por pessoal não capacitado ou treinado para reconhecer e avaliar estes riscos, como por exemplo, lavadores de materiais de laboratório. Atualmente se considera que treinamentos-em-serviço e auditorias internas devem ser realizados periodicamente para minimizar negligências ou acidentes por falta de informações.
No caso de substâncias carcinogênicas tem-se um dos mais difíceis aspectos da segurança ocupacional. Muitas substâncias se testadas repetidamente em animais produzirão reações carcinogênicas na totalidade das vezes, mas podem não ter efeitos carcinogênicos quando usadas em operações rotineiras. Por outro lado existem substâncias com a 2-naftilamina que quase certamente produzem efeitos carcinogênicos quando ingeridas. Quando uma substância ou material constar como carcinogênico na lista emitida pela IARC ou pelo Programa Norte-Americano de Carcinogênicos deve a partir daí procurar dados sobre o potencial carcinogênico ou se assumir precauções contra a exposição à substância.
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III  – Regras básicas
No texto abaixo elaborado pelo pessoal do Instituto de Química da Unicamp estão relacionados ítens elementares para  segurança no laboratório químico. Incorpore-os em seu procedimento habitual ao enfrentar um dia de trabalho.
a) COMO FAZER
1. Use sempre óculos de segurança e avental, de preferência de algodão, longo e de mangas longas.
2. Não use saias, bermudas ou calçados abertos. Pessoas que tenham cabelos longos devem mante-los presos enquanto estiverem no laboratório.
3. Não trabalhe sozinho, principalmente fora do horário de expediente.
4. Não fume, coma ou beba nos laboratórios. Lave bem as mãos ao deixar o recinto.
5. Ao ser designado para trabalhar em um determinado laboratório, é imprescindível o conhecimento da localização dos acessórios de segurança.
6. Antes de usar reagentes que não conheça, consulte a bibliografia adequada e informe-se sobre como manuseá-los e descartá-los.
7. Não retorne reagentes aos frascos originais, mesmo que não tenham sido usados. Evite circular com eles pelo laboratório.
8. Não use nenhum equipamento em que não tenha sido treinado ou autorizado a utilizar.
9. Certifique-se da tensão de trabalho da aparelhagem antes de conectá-la à rede elétrica. Quando não estiverem em uso, os aparelhos devem permanecer desconectados.
10. Use sempre luvas de isolamento térmico ao manipular material quente.
11. Nunca pipete líquidos com a boca. Neste caso, use bulbos de borracha ou trompas de vácuo.
Laboratório não é lugar para brincadeiras!
Concentre-se no que estiver fazendo.
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b) ARMAZENAGEM
1. Evite armazenar reagentes em lugares altos e de difícil acesso
2. Não estoque líquidos voláteis em locais que recebem luz.
3. Éteres, parafinas e oleifinas formam peróxidos quando expostos ao ar. Não os estoque por tempo demasiado e manipule-os com cuidado.
4. Ao utilizar cilindros de gases, transporte-os em carrinhos apropriados. Durante o seu uso ou estocagem mantenha-os presos à bancada ou parede. Cilindros com as válvulas emperradas ou defeituosas devem ser devolvidos ao fornecedor.
5. Consulte a bibliografia indicada para obter informações sobre a estocagem de produtos químicos, assegurando que reagentes incompatíveis sejam estocados separadamente.
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c) MATERIAIS DE VIDRO E CONEXÕES
1. Ao usar material de vidro, verifique sua condição. Lembre-se que o vidro quente pode ter a mesma aparência que a do vidro frio. Qualquer material de vidro trincado deve ser rejeitado.
2. Vidros quebrados devem ser descartados em recipiente apropriado.
3. Use sempre um pedaço de pano protegendo a mão quando estiver cortando vidro ou introduzindo-o em orifícios. Antes de inserir tubos de vidro (termômetros, etc.) em tubos de borracha ou rolhas, lubrifique-os.
4. Nunca use mangueiras de látex velhas. Faça as conexões necessárias utilizando mangueiras novas e braçadeiras.
5. Tenha cuidado especial ao trabalhar com sistemas sob vácuo ou pressão. Dessecadores sob vácuo devem ser protegidos com fita adesiva e colocados em grades de proteção próprias.
6. Antes de iniciar o experimento verifique se todas as conexões e ligações estão seguras.
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d) A REALIZAÇÃO DE EXPERIMENTOS
1. Nunca adicione água sobre ácidos e sim ácidos sobre água.
2. Ao testar o odor de produtos químicos, nunca coloque o produto ou o frasco diretamente sob o nariz.
3. Quando estiver manipulando frascos ou tubos de ensaio, nunca dirija a sua abertura na sua direção ou na de outras pessoas.
4. Fique atento às operações onde for necessário realizar aquecimento.
5. Cuidado para não se queimar ao utilizar nitrogênio ou CO2 líquidos
6. A destilação de solventes, a manipulação de ácidos e compostos tóxicos e as reações que exalem gases tóxicos são operações que devem ser realizadas em capelas, com boa exaustão.
7. As válvulas dos cilindros devem ser abertas lentamente com as mãos ou usando chaves apropriadas. Nunca force as válvulas, com martelos ou outras ferramentas, nem as deixe sobre pressão quando o cilindro não estiver sendo usado.
8. Sempre que possível, antes de realizar reações onde não conheça totalmente os resultados, faça uma em pequena escala, na capela.
9. Ao trabalhar com reações perigosas (perigo de explosão, geração de material tóxico, etc) ou cuja periculosidade você desconheça, proceda da seguinte forma:
a. avise seus colegas de laboratório;
b. trabalhe em capela com boa exaustão, retirando todo tipo de material inflamável. Trabalhe com a área limpa.
c. use protetor acrílico;
d. tenha um extintor por perto, com o pino destravado.
10. Ao se ausentar de sua bancada ou deixar reações em andamento à noite ou durante o fim de semana, preencha a ficha de identificação adequada. Caso esta não esteja disponível, improvise uma e coloque-a em local visível e próximo ao experimento. Nela devem constar informações sobre a reação em andamento, nome do responsável e de seu superior imediato, com endereço e telefone para contato, além de informações de como proceder em caso de acidente ou de falta de água e/ou eletricidade.
11. O último usuário, ao sair do laboratório, deve desligar tudo e desconectar os aparelhos da rede elétrica.
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e) OS RESÍDUOS
1. Os resíduos de solventes de reações e de evaporadores rotativos devem ser colocados em frascos apropriados para descarte, devidamente rotulados. Evite misturar os solventes. Sugere-se a seguinte separação: Solventes clorados, Hidrocarbonetos, Álcoois e Cetonas, Éteres e Ésteres, Acetatos e Aldeídos. Sempre que possível indique também os componentes percentuais aproximados, pois este tipo de resíduo costuma ser incinerado por empresas especializadas que exigem uma descrição minuciosa do material que recebem. Verifique se é viável recuperar estes resíduos no seu laboratório.
2. Os resíduos aquosos ácidos ou básicos devem ser neutralizados na pia antes do descarte, e só então descartados. Para o descarte de metais pesados, metais alcalinos e de outros resíduos, consulte antecipadamente a bibliografia adequada.
3. O uso de solução sulfocrômica para limpeza vem sendo proibido na maioria dos laboratórios. Caso precise utilizá-la, nunca faça o descarte diretamente na pia.
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f) ACESSÓRIOS DE SEGURANÇA
Quando estiver trabalhando em um laboratório, você deve:
1. Localizar os extintores de incêndio e verificar a que tipo pertencem e que tipo de fogo podem apagar.
2. Localizar as saídas de emergência.
3. Localizar a caixa de primeiros socorros e verificar os tipos de medicamentos existentes e sua utilização.
4. Localizar a caixa de máscaras contra gases. Se precisar usá-las, lembre-se de verificar a existência e qualidade dos filtros adequados à sua utilização.
5. Localizar a chave geral de eletricidade do laboratório e aprender a desligá-la.
6. Localizar o cobertor anti-fogo.
7. Localizar a caixa de areia.
8. Localizar o lava-olhos mais próximo e verificar se está funcionando adequadamente.
9. Localizar o chuveiro e verificar se este está funcionando adequadamente.
10.Informar-se quanto aos telefones a serem utilizados em caso de emergência (hospitais, ambulância, bombeiros, etc.).
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IMPORTANTE: Além de localizar estes equipamentos, você deve saber utiliza-los adequadamente. Assim, para referência rápida, consulte a pessoa responsável pela segurança do laboratório ou os manuais especializados no assunto.
Texto preparado por:
Aline Renée Coscione (Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Química)
Alex Magalhães de Almeida (Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Química)
João Carlos de Andrade (Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Química)
Rogério Custodio. (Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Química)
a partir da literatura.
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IV – Substâncias cancerígenas
Classe A1: Substâncias que podem ter ação cancerígena sobre humanos.
. 4-Aminodifenilo.
. Arsénio: trióxido, pentóxido, ácidos arseniados. Ácido arsénico e seus sais.
. Benzidina e seus sais.
. Benzeno (efeitos crónicos por manipulação de pequenas dose ao longo do tempo, Leucemias)
. Éter diclorodimetilico (simétrico).
. Éter monoclorodimetilico, grau técnico.
. 2-Naftilamina.
. Niquel: óxido de níquel, carbonato.
. Cloreto de vinilo.
Classe A2: Substâncias que até ao momento se mostraram claramente carcinogénicas em experiências animais e das quais se podem tirar paralelos para a exposição humana.
. Acrilonitrilo.
. Etilenimina.
. Berílio e seus compostos.
. Cromato de cálcio.
. Diazometano.
. 1,2-Dibromoetano.
. 3,3′-Diclorobenzidina.
. 1,1′-dimetilhidrazina.
. N,N-Dimetilnitrosamina.
. Sulfato de dimetilo
. Triamida hexametilfosfórica (HMPT).
. Hidrazina.
. 4,4′-Metileno-bis(2-cloroanilina).
. Niquel carbonilo.
. 1,3-Propiolactoa.
. Propilenimina.
. Cromato de estrôncio.
Classe B: Substãncias em que se suspeita um potencial carcinogénico significativo
. Acetamida.
. Cromatos alcalinos
. Cromato de chumbo
. Clorofórmio.
. Ácido Crómico
. 4,4′-Diaminofenilmetano.
. Fenil-2-naftilamina
. Tricloroetileno.
. Cromato de zinco
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V – Esforços repetitivos
A febre dos computadores,  está deixando muita gente com dor de cabeça. Literalmente as dores não são somente na cabeça, mas no pescoço, nos braços, nas mãos, nos punhos etc. Com a eterna pressa de resolver cada vez mais coisas em menos tempo, os  alunos que digitam toneladas de relatórios começam a sentir os  efeitos dos movimentos contínuos, o excesso de horas trabalhadas em uma postura errada, em móveis e equipamentos inadequados.
          O esforço repetitivo aliado com a má postura  pode evoluir e tornar-se uma doença conhecida como: LER, Lesão por Esforço Repetitivo, que ainda não é levada a sério pela grande maioria das pessoas. Se você  digita e usa o mouse durante quatro horas consecutivas por dia – isso inclui a verificação de e-mail, navegar na internet e jogos – considere-se como parte desse grupo de risco.
         Existem vários tipos de LER, mas  os casos mais comuns afetam os membros superiores como mãos, punhos, dedos, pescoço e cotovelos. A inflamação mais conhecida é a tendinite , que ocorre nos tendões, o músculo quando se contrai faz com que o tendão se estique propiciando que o movimento desejado seja feito. A inflamação causa dor e fraqueza no membro afetado e, em alguns casos, sensação de  queimação.  O   tratamento   indicado   é   o    uso   deantinflamatórios  e repouso da parte envolvida, mas não se esqueça a auto medicação é perigosa! Consulte um médico primeiro!
          Muito trabalho em pouco tempo. Esse uso exagerado do computador foi o grande responsável pela popularização da tendinite ao passo que antigamente nas máquinas de escrever o usuário fazia mais movimentos e a digitação não passava de uma folha. Atualmente com os novos processadores de texto dos computadores, o usuário pode ficar horas e horas digitando sem trocar uma única folha! Justamente isso que ajudava, os movimentos de troca de folha, acerto da mesma e a troca de linha, esse conjunto de movimentos funcionam como exercícios e é o que se deve fazer quando se está digitando em um micro computador.  Por Alessandro Chies
. Para saber mais:
http://www.digitador.com.br
http://www.ergonprojetos.com.br
http://www.tifaq.com
http://www.ime.usp.br/~yamada/LER.html