História

As pesquisas em Cristalografia no IFGW foram iniciadas pelo professor Stephenson Caticha-Ellis (1930-2003), nascido na pequena cidade de Melo, no Uruguai. Caticha estudou na Universidade de Glasgow e no Cavendish Laboratory da Universidade de Cambridge (Reino Unido) e fez estágios na Universidade de Paris (França), no Instituto de Tecnologia da Geórgia e no Instituto Politécnico de Brooklyn (EUA). Chegou ao Brasil no final da década de 1960, onde trabalhou primeiramente no Instituto de Energia Atômica de São Paulo (hoje, IPEN, Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), especialmente com difração de nêutrons. No início da década de 1970, passou para o Instituto de Física Gleb Wataghin da Unicamp, desta vez utilizando difração de raios-X.

Professores Stephenson Caticha Ellis e Lisandro Pavie Cardoso em foto de 1984 na porta do LPCM.

Professores Stephenson Caticha Ellis e Lisandro Pavie Cardoso em foto de 1984 na porta do LPCM.

Formou então um grupo voltado ao estudo dos defeitos cristalinos, particularmente utilizando a difração múltipla de raios-X, em que era especialista, usando as bases da difração cinemática e dinâmica de raios-X. Assim, foi criado o grupo de Cristalografia do Instituto de Física Gleb Wataghin, que teve a contribuição importante de vários outros pesquisadores que por ele passaram.

Depois que Caticha se aposentou, em 1991, o grupo se dividiu. Uma das equipes – o Laboratório de Difração de Raios-X (LDRX, hoje LPCM, cujas atividades são descritas neste texto) – continuou a explorar o potencial da difração múltipla de raios-X e de técnicas associadas particularmente a monocristais, filmes finos e estruturas epitaxiais.

A partir de 2008, o LPCM passou a desenvolver as investigações em difração de raios-X e filmes finos sintetizados por plasmas de descargas luminescentes.