Novo microscópio de alta resolução inaugurado pela Unicamp impulsiona pesquisas do CRISQuaM e de toda a rede de microscopia

Sediado no Laboratório Multiusuário de Microscopia Eletrônica (LM2E) no Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW), novo Microscópio Eletrônico de Transmissão de Alta Resolução será crucial no avanço de pesquisas na área de materiais

Fotografia: Lúcio Camargo

Equipado com tecnologias inéditas no Brasil e capacidade de análise em escala nanométrica, o equipamento vai impulsionar projetos estratégicos do CRISQuaM (Centro de Pesquisa e Inovação de Materiais Inteligentes e Quânticos) em áreas como nanotecnologia, sensores e armazenamento de energia, além de beneficiar uma ampla gama de pesquisas de outras unidades através da recém-criada Rede Multiusuários de Microscopia (RMU).

O novo equipamento, um modelo Jem F200 Cold Feg que recebeu R$ 15 milhões em investimentos via Fapesp para sua compra e adequação de infraestrutura, com a parceria da Pró-reitoria de Pesquisa (PRP), é fruto de esforços conjuntos ao longo de uma década por pesquisadores do Instituto de Física Gleb Wataghin e de outras onze unidades da Unicamp, com coordenação do Professor Rubens Caram Jr., da Faculdade de Engenharia Mecânica.

A estrutura de pesquisa, desenvolvimento e inovação do Centro, em especial na área de materiais em escalas nanométricas será diretamente impulsionada pela instalação deste aparato, aproveitando essa ciência para avançar em suas investigações de fronteira, ao mesmo tempo em que colaborará ativamente com recursos humanos para o progresso deste ecossistema.

O grande diferencial para as linhas de pesquisa do CRISQuaM e dos demais grupos da Unicamp situa-se no conjunto de detectores de última geração que compõem o microscópio. Conforme destaca o professor Diego Muraca, que atua no corpo de pesquisadores principais do CEPID e coordena o LM2E, o equipamento traz recursos únicos no cenário científico nacional.

“É um microscópio de última geração e de grande impacto porque não existe outro com essas características no Brasil. Existem outros microscópios, mas não com o conjunto de câmeras e detectores que nós temos aqui. Isso vai permitir realizar investigações de altíssimo nível, principalmente na cristalografia”, explica Muraca.

Ativamente, a precisão do novo equipamento abrirá portas para o desenvolvimento de soluções tecnológicas de alto impacto. As aplicações abrangem desde o estudo de nanopartículas, dispositivos semicondutores e sensores avançados, até sistemas de transporte e armazenamento de energia, como baterias de próxima geração, além de polímeros, catalisadores, rochas e materiais biológicos.

Além de alavancar os projetos de pesquisa em andamento, o CRISQuaM prevê aproveitar o ecossistema inovador do novo microscópio e da recém-criada Rede Multiusuários de Microscopia (RMU) para fortalecer um de seus pilares fundamentais: a difusão do conhecimento e a colaboração em recursos humanos.

A longo prazo, almeja-se consolidar a estrutura deste laboratório e do equipamento enquanto referência nacional e global, estabelecendo novas colaborações internacionais de alto impacto, garantindo projeção e visibilidade global para a ciência produzida na universidade.

Sobre o CRISQuaM

O Centro de Pesquisa e Inovação em Materiais Funcionais e Quânticos (CRISQuaM) é um centro de pesquisa, difusão e inovação (CEPID), com sede no Instituto de Física Gleb Wataghin na Universidade Estadual de Campinas, que visa explorar o desenvolvimento sinérgico e ciência fundamental e aplicada nos pilares de materiais, tecnologias habilitadoras e aplicações para enfrentar desafios tecnológicos associados à sustentabilidade, mudanças climáticas, agricultura de precisão, ecologia e saúde.
As atividades de pesquisa e desenvolvimento envolvem técnicas modernas (síncrotron, microscopia avançada, magnetotransporte, ressonância magnética, óptica etc.), tal como diversas opções em tecnologias habilitadoras, incluindo miniaturização, processamento e manufatura aditiva, bem como instrumentação, sensoriamento quântico e desenvolvimento de eletrônica, e análise de dados com abordagens atualizadas (simulação numérica, aprendizado de máquina clássico e quântico e otimização quântica).
Reunindo cientistas, engenheiros, e inovadores de diferentes unidades da Unicamp, tal como universidades parceiras (UNESP, UFRJ, CIMATEC, IAC, CNPEM, Mackenzie) e empresas (Venturus, Krilltech, CiaCamp, Amazon Agroscience, Labtermo e 3DBS, além da europeia Veridi), com fomento da Fapesp, o CRISQuaM conta com uma equipe interdisciplinar e colaborativa, integrando competências em diversos domínios científicos, pesquisando materiais inéditos com elevado potencial de inovação na criação novos materiais com alto potencial para a construção de dispositivos e sensores.

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