{"id":77,"date":"2014-03-27T13:12:39","date_gmt":"2014-03-27T16:12:39","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/?p=77"},"modified":"2015-06-10T15:05:01","modified_gmt":"2015-06-10T18:05:01","slug":"brincando-com-a-luz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/brincando-com-a-luz\/","title":{"rendered":"Brincando com a luz"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<p style=\"color: #555566\" align=\"center\"><strong>Brincando com a luz.<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555566\" align=\"center\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555566\"><strong>O que \u00e9 a luz?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555566\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555566\">O que \u00e9 a luz? Damos o nome de luz \u00e9 um fen\u00f4meno muito interessante e muito importante para todos n\u00f3s. A vida como existe aqui na Terra al\u00e9m de um dos nossos sentidos, a vis\u00e3o, depende da luz para existir. A luz do Sol \u00e9 essencial como fonte de energia para o nosso planeta, bem como \u00e9 respons\u00e1vel por quase todas as fontes de energia dispon\u00edveis que utilizamos. A luz nos permite enxergar, ela aquece os locais onde atinge, ela \u00e9 essencial para fotoss\u00edntese das plantas, o seu calor gera a forma\u00e7\u00e3o das nuvens e muito mais. Um dia com o\u00a0<a href=\"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/files\/2014\/07\/sunset00057.jpg\" target=\"_blank\">c\u00e9u bem azul<\/a>\u00a0ou um por do Sol\u00a0\u00e9 um espet\u00e1culo apreciado por muitos bem como uma\u00a0<a href=\"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/files\/2014\/07\/g_noitelua_g.jpg\" target=\"_blank\">noite de lua cheia<\/a>.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Hoje n\u00f3s entendemos muito sobre o que seja a luz. Este entendimento iniciado na segunda metade do s\u00e9culo XIX ampliou muito a nossa compreens\u00e3o sobre este fen\u00f4meno. \u00a0Devemos isto a v\u00e1rios pesquisadores e principalmente a <a title=\"Biografia de Maxwell\" href=\"http:\/\/www-history.mcs.st-and.ac.uk\/Mathematicians\/Maxwell.html\" target=\"_blank\">James C Maxwell<\/a>. A luz se apresenta para n\u00f3s de maneira distinta atrav\u00e9s de uma das suas propriedades que chamamos cor. O entendimento do que seja a luz nos ensinou que aquilo que chamamos de luz vis\u00edvel, as cores, \u00e9 apenas uma pequena fra\u00e7\u00e3o do espectro de um fen\u00f4meno mais geral que chamamos radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica. Por isso, a luz vis\u00edvel \u00e9 um fen\u00f4meno da mesma natureza que a radia\u00e7\u00e3o infravermelha utilizada para bronzear, do raio X utilizado para tirar radiografias, das ondas de radio, da TV ou do telefone celular.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Muito antes de sabermos alguma coisa sobre a luz a humanidade aprendeu a produzi-la. Provavelmente, a primeira maneira foi descobrindo como fazer o fogo. Esta descoberta \u00e9 considerada uma das grandes inven\u00e7\u00f5es da humanidade. Ele \u00e9 um fen\u00f4meno t\u00e3o importante que h\u00e1 diversos mitos sobre ele em diversas culturas. Um muito conhecido, na nossa cultura, \u00e9 o de\u00a0<a href=\"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/files\/2014\/07\/koeln_wrm_1044.jpg\" target=\"_blank\">Prometeu<\/a><a style=\"color: #22a5a5\" href=\"http:\/\/imre.ifi.unicamp.br\/images\/stories\/portal\/koeln_wrm_1044.jpg\">\u00a0<\/a>que est\u00e1 presente na mitologia grega. Ele era um \u00eddolo para os humanos, pois roubara o fogo de Zeus e entregou-o para n\u00f3s, os mortais. Por causa disso, ele foi severamente castigado. A viol\u00eancia do castigo presente nesta lenda reflete a import\u00e2ncia do segredo revelado para n\u00f3s. Foi preso num penhasco onde tinha o seu f\u00edgado comido todas as noites por uma \u00e1guia, que crescia no dia seguinte, para ser novamente devorado.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">A capacidade de fazer fogo foi essencial para mudan\u00e7a de h\u00e1bitos de nossos ancestrais. Isto aparece no h\u00e1bito de cozinhar os alimentos, ou como fonte de calor para regi\u00f5es de clima frio, foi essencial para trabalharmos com os metais. H\u00e1 pouco mais de cem anos, passamos a dispor de fontes de energia que possibilitam a ilumina\u00e7\u00e3o a nossa noite, antes disso, n\u00f3s depend\u00edamos do Sol para iluminar o dia e de forma indireta atrav\u00e9s da Lua para minorar a escurid\u00e3o das noites, uma fogueira ou uma vela. A presen\u00e7a da Lua cheia \u00e9 uma das raz\u00f5es para a escolha do dia da P\u00e1scoa.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Hoje o nosso conhecimento sobre a luz permitiu o desenvolvimento de diversos dispositivos que est\u00e3o incorporados ao nosso dia a dia. Voc\u00ea pode apreciar estas mudan\u00e7as observando as l\u00e2mpadas, que come\u00e7aram com as de bulbo, que ao acender esquentam muito, passando pelas baseadas em descarga el\u00e9trica, muitas vezes denominadas de fluorescentes, que s\u00e3o mais frias e mais eficientes que as de bulbo, finalmente as l\u00e2mpadas de LED (Light-Emitting Diode = Diodo emissor de luz) muito mais econ\u00f4micas e dur\u00e1veis. Os maiores respons\u00e1veis pela sua inven\u00e7\u00e3o ganharam o <a title=\"Nobel 2014\" href=\"http:\/\/www.nobelprize.org\/nobel_prizes\/physics\/laureates\/2014\/\" target=\"_blank\">Nobel de F\u00edsica de 2014<\/a>. Saber manipular a luz permitiu as comunica\u00e7\u00f5es \u00f3pticas em grande escala e que hoje permite a exist\u00eancia da rede que conecta bilh\u00f5es de dispositivos tais como telefones e computadores em todo mundo, tamb\u00e9m premiada em <a title=\"Nobel de F\u00edsica em 2009\" href=\"http:\/\/www.nobelprize.org\/nobel_prizes\/physics\/laureates\/2009\/\" target=\"_blank\">2009<\/a>.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Sendo um fen\u00f4meno t\u00e3o importante e t\u00e3o interessante por onde devemos come\u00e7ar? Por coisas simples, estudando propriedades que possam ser entendidas por todos. Vale lembrar que algumas propriedades b\u00e1sicas da luz possuem rela\u00e7\u00f5es diretas com a Matem\u00e1tica, em especial a Geometria.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\"><strong>A luz se movimenta.<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555566\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Mesmo sem saber o que seja a luz n\u00f3s podemos observar que ela se movimenta. Ela sai da fonte de luz at\u00e9 um anteparo. Voc\u00ea pode comprovar isto fazendo uma experi\u00eancia com uma lanterna. Ligue uma lanterna e aponte para uma parede e l\u00e1 surgir\u00e1 uma regi\u00e3o mais iluminada devido a luz que sai da lanterna e chega na parede. Se voc\u00ea colocar um objeto que n\u00e3o deixe passar luz no caminho a luz n\u00e3o atingir\u00e1 a parede. Se voc\u00ea tirar o objeto da trajet\u00f3ria da luz a parede volta a ser iluminada. A luz sai da lanterna e se movimenta at\u00e9 a parede.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Outra coisa interessante \u00e9 que isto ocorre muito r\u00e1pido. Por isso, a velocidade da luz \u00e9 muito grande, e hoje sabemos que \u00e9 a maior velocidade poss\u00edvel de um objeto. Como consequ\u00eancia foi muito dif\u00edcil de medir esta velocidade. Medidas mais precisas s\u00f3 acontecem no meio do s\u00e9culo XIX. Hoje ela vale exatamente 299.792.458 m\/s ou aproximadamente 300.000 km\/s como \u00e9 mais conhecida.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\"><strong>A luz caminha em linha reta: a sombra.<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555566\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Se a velocidade da luz \u00e9 muito dif\u00edcil de determinar h\u00e1 outra propriedade importante muito mais simples de obter, o seu caminho. Isto pode ser feito trabalhando com a sombra!<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Como \u00e9 que a sombra pode nos ajudar a entender a luz? Em primeiro lugar por que est\u00e1 dispon\u00edvel para qualquer um basta se encontrar sob a luz de uma fonte, como o Sol. As brincadeiras com sombra s\u00e3o muito populares e divertidas. Existem espet\u00e1culos que utilizam muito das sombras. \u00c9 muito f\u00e1cil de produzir sombras, e por isso, h\u00e1 um conhecimento emp\u00edrico sobre as sombras adquirido pela maioria das pessoas, incluindo ai, as crian\u00e7as. Por isso, este assunto pode ser explorado para entender algumas das propriedades da luz.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Vejamos uma figura onde aparece uma sombra.\u00a0<a href=\"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/files\/2014\/07\/sombra01.jpg\" target=\"_blank\">A figura mostra a est\u00e1tua<\/a><a style=\"color: #22a5a5\" href=\"http:\/\/imre.ifi.unicamp.br\/images\/stories\/portal\/sombra01.jpg\">\u00a0<\/a>de um atleta num pedestal e a sua sombra. \u00a0Qual \u00e9 a caracter\u00edstica de uma sombra? Ela surge como uma regi\u00e3o mais escura cercada de claros. Uma das propriedades interessantes da luz \u00e9 a cor. Os nossos olhos s\u00e3o capazes de distinguir muitas cores, entretanto, ao olhar uma sombra n\u00f3s percebemos que ela n\u00e3o tem cor. Esta propriedade curiosa nos permite perceber a sombra \u00e9 provocada pela aus\u00eancia de luz. \u00c9 o contraste entre luz e aus\u00eancia de luz que nos permite enxergar a sombra.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Esta propriedade da sombra, provocada pela aus\u00eancia de luz, permite que classifiquemos os corpos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o da luz. Aqueles que permitem a sua passagem s\u00e3o chamados de transparentes, e os que n\u00e3o permitem a sua passagem, opacos. Por exemplo, uma mesa de madeira, um livro, o corpo humano s\u00e3o objetos opacos por que a luz n\u00e3o consegue n\u00e3o atravess\u00e1-los. J\u00e1 um vidro \u00e9 um objeto transparente, pois a luz consegue atravess\u00e1-lo. Veja que trabalhar com a sombra, al\u00e9m de ser divertido permite classificar, pela sua presen\u00e7a os objetos frente a luz.\u00a0 Na figura, a est\u00e1tua \u00e9 feita de um material opaco, pois ela produz uma sombra. A sombra \u00e9 causada pela impossibilidade da luz passar.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">A sombra \u00e9 um fen\u00f4meno muito rico que nos permite perceber outra importante propriedade da luz, ela caminha em linha reta.\u00a0 Veja como voc\u00ea pode explorar esta propriedade ao enxergar a sombra <a title=\"Graveto\" href=\"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/files\/2014\/11\/IMGP06751.jpg\" target=\"_blank\">da foto<\/a>. Voc\u00ea pode tirar algumas conclus\u00f5es interessantes. Por exemplo, poder\u00e1 imaginar uma reta come\u00e7ando nos limites entre o claro e o escuro, passando pelo lado do objeto at\u00e9 chegar a objeto que ilumina e produz a sombra. Voc\u00ea tamb\u00e9m pode fazer uma experi\u00eancia uma lanterna ou uma luz de cabeceira pode produzir a sombra de um objeto e voc\u00ea observar\u00e1 as mesmas caracter\u00edsticas de uma sombra produzida pelo Sol. Voc\u00ea pode utilizar a sombra de um objeto, o fato que a luz anda em linha reta para saber onde est\u00e1 quem iluminou.\u00a0 Vendo <a title=\"Sombra em casa\" href=\"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/files\/2014\/07\/sombca03.jpg\" target=\"_blank\">a janela <\/a>e a sua sombra d\u00e1 para saber onde est\u00e1 o Sol!<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">N\u00f3s podemos fazer diversos experimentos para explorar e solidificar o conhecimento desta propriedade. A sombra de um objeto mostra o seu contorno. Esta propriedade das sombras permite que fa\u00e7amos muitas brincadeiras. Uma delas \u00e9 utilizar as m\u00e3os para obter sombras de figuras conhecidas, como um gato, um cachorro ou um p\u00e1ssaro\u00a0<a href=\"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/files\/2014\/07\/c006-1.gif\" target=\"_blank\">como na figura<\/a>. Esta \u00e9 uma das muitas figuras que voc\u00ea poder\u00e1 produzir utilizando a sombra de duas m\u00e3os. Lembro que nos antigos almanaques havia p\u00e1ginas mostrando como produzir sombras curiosas. O projeto Gutemberg disponibiliza um livro famoso de sombras, donde esta figura foi copiada, gratuitamente na rede (<a style=\"color: #22a5a5\" href=\"http:\/\/www.gutenberg.org\/ebooks\/12962\">http:\/\/www.gutenberg.org\/ebooks\/12962<\/a>), Nele voc\u00ea encontrar\u00e1 dezenas de sombras interessantes para brincar.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\"><strong>Atividade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555566\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Voc\u00ea poder\u00e1 montar algumas demonstra\u00e7\u00f5es para explorar a propriedade da luz caminhar em linha reta. Um deles pode ser feito utilizando uma lanterna, um objeto pequeno, opaco, que voc\u00ea possa manipular e barbante. Veja\u00a0<a title=\"Graveto\" href=\"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/files\/2014\/11\/IMGP06751.jpg\" target=\"_blank\">nessa foto<\/a>\u00a0a sombra de um graveto feito pelo Sol. Conecte com barbante o ponto mais alto do graveto com o ponto correspondente na sua sombra, o ponto mais distante. Voc\u00ea poder\u00e1 observar para onde este barbante aponta; o Sol, a fonte de luz. Esta mesma atividade por ser feita o p\u00e1tio de uma escola observando a sombra de um(a) aluno(a). Nesse caso o barbante que conectar um ponto do contorno ao seu correspondente na sombra tamb\u00e9m apontar\u00e1 para o Sol. Cuidado para n\u00e3o olhar para o Sol diretamente. Voc\u00ea pode fazer a mesma coisa com um objeto fixo colocado sob a luz de uma lanterna e repetindo o que foi feita na atividade anterior.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">A sombra pode ser uma boa atividade para inspirar o senso geom\u00e9trico. Veja que na foto, se voc\u00ea conectar com barbante o ponto mais alto do graveto com o ponto correspondente na sua sombra, o ponto mais distante produzir\u00e1 um tri\u00e2ngulo. Com as sobras e a semelhan\u00e7a de tri\u00e2ngulos pode ser utilizada para medir altura de \u00e1rvores ou pr\u00e9dios.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Finalmente a sombra s\u00f3 aparece na presen\u00e7a de uma fonte de luz com alguma intensidade atingindo o objeto que a produz. Por exemplo, no interior de uma sala de aula com ilumina\u00e7\u00e3o natural e sem que a luz do Sol penetre diretamente as pessoas ou objetos no interior da sala n\u00e3o apresentam sombra.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\"><strong>A Reflex\u00e3o da luz, os espelhos.<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555566\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555566\">O conhecimento desta propriedade, a luz se propagar em linha reta, \u00e9 muito antigo, em textos tanto da Babil\u00f4nia como do Egito h\u00e1 relatos que indicam o conhecimento desta caracter\u00edstica da luz. Mas a luz apresenta outras caracter\u00edsticas. No ano 300 AC, Euclides, no seu livro \u00d3ptica, postulou que a luz caminha em linha reta, descreveu as leis da reflex\u00e3o e fez a sua descri\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica. Em Ci\u00eancias, quando se postula alguma coisa \u00e9 que n\u00e3o conhecemos uma explica\u00e7\u00e3o para o efeito e, portanto, deve ser uma lei da natureza.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Os espelhos s\u00e3o objetos muito \u00fateis na nossa vida. Eles est\u00e3o presentes em todos os lugares, em especial nos banheiros e nos quartos. H\u00e1 diversas lendas sobre a origem e o impacto dos espelhos na nossa vida. No momento vamos nos concentrar numa propriedade que ele tem e ser\u00e1 muito \u00fatil: ao atingi-lo a luz desvia. Este fen\u00f4meno \u00e9\u00a0 chamado de reflex\u00e3o. Para os seus alunos voc\u00ea poder\u00e1 dizer que dobrou a luz! Para demonstrar basta uma lanterna e um espelho.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Voc\u00ea tamb\u00e9m poder\u00e1 utilizar a reflex\u00e3o junto com como enxergamos para perceber a lei da reflex\u00e3o o \u00e2ngulo de incid\u00eancia \u00e9 igual ao \u00e2ngulo refletido.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\"><strong>O Sol e as fases da Lua.<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555566\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Voc\u00ea pode utilizar o que aprendeu compreendendo como enxergamos e sobre a reflex\u00e3o da luz para entender melhor o que acontece no c\u00e9u. Durante o dia n\u00f3s enxergamos devido \u00e0 luz do Sol. O Sol \u00e9 capaz de produzir luz porque \u00e9 um\u00a0<a style=\"color: #22a5a5\" href=\"http:\/\/imre.ifi.unicamp.br\/images\/stories\/portal\/solnasa.jpg\">o<\/a><a href=\"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/files\/2014\/07\/solnasa-1024x1024.jpg\" target=\"_blank\">bjeto muito quente<\/a>. A Luz do Sol que enxergamos foi gerada na sua superf\u00edcie, a regi\u00e3o mais fria, mas que est\u00e1 a uma temperatura de 5.500\u00a0oC, \u00a0por isto ele emite luz. A esta temperatura a cor mais intensa \u00e9 o amarelo. Esta luz \u00e9 t\u00e3o forte que voc\u00ea n\u00e3o deve olhar diretamente para o Sol sob pena de danificar os seus olhos. As estrelas s\u00e3o como o Sol, objetos muito quentes que emitem luz. Como elas est\u00e3o muito longe de n\u00f3s, podemos olhar para elas sem perigo. J\u00e1 os planetas, sat\u00e9lites, cometas s\u00e3o corpos frios e n\u00e3o emitem luz e para enxergar \u00e9 necess\u00e1rio que a luz atinja a eles e depois os seus olhos. \u00c9 o Sol quem ilumina esses corpos celestes.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">N\u00f3s conseguimos enxergar a Lua porque a luz do Sol bate nela e depois vem para os nossos olhos. Como a posi\u00e7\u00e3o da Lua, em rela\u00e7\u00e3o a Terra muda, seu formato muda todos os dias um pouco, sendo chamados de fases da Lua. Hoje para ajudar a compreender estes fen\u00f4menos n\u00f3s temos acesso a muitas figuras, numa delas voc\u00ea pode observar a\u00a0<a href=\"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/files\/2014\/07\/faseslua.png\" target=\"_blank\">Lua sempre com uma metade iluminada<\/a>, a outra parte fica escura porque a Lua \u00e9 um objeto opaco, a luz n\u00e3o passa. Ent\u00e3o dependendo da posi\u00e7\u00e3o da Lua em rela\u00e7\u00e3o a n\u00f3s observamos um peda\u00e7o iluminado da Lua diferente a cada dia. As fases de um corpo celeste n\u00e3o \u00e9 privil\u00e9gio da Lua.\u00a0<a href=\"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/files\/2014\/07\/terraluademarte.jpg\" target=\"_blank\">Nesta foto<\/a>\u00a0temos a vis\u00e3o de um observador em Marte, uma das sondas espaciais, olhando para a Terra e a Lua. N\u00f3s enxergamos a Terra e a Lua parcialmente iluminadas. Olhando esta foto onde est\u00e1 a fonte de luz?<\/p>\n<p style=\"color: #555566\"><strong>Separando as cores da luz. A dispers\u00e3o da luz.<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555566\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Por que surgem as cores? O que faz surgirem as cores? \u00a0As cores da natureza s\u00e3o objeto de admira\u00e7\u00e3o pela maioria de n\u00f3s seres humanos. \u00a0\u00c9 comum em muitos filmes mostrar imagens da natureza em \u00e9pocas em que h\u00e1 uma grande riqueza de cores. Em regi\u00f5es com esta\u00e7\u00f5es bem definidas o outono \u00e9 um espet\u00e1culo de cores. O c\u00e9u tamb\u00e9m nos oferece diversos espet\u00e1culos coloridos. Os mais comuns, em dias com poucas nuvens, s\u00e3o as mudan\u00e7as das cores do c\u00e9u no nascer e no por do Sol, o arco \u00edris quando h\u00e1 nebulosidade parcial e o c\u00e9u azul da maior parte do dia. N\u00f3s j\u00e1 entendemos como n\u00f3s enxergamos, a luz incide sobre um objeto, \u00e9 refletida e atinge o nosso olho. Ent\u00e3o como surgem as cores?<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">As cores que enxergamos s\u00e3o as emitidas pelo Sol. A cor predominante emitida pelo Sol \u00e9 o amarelo, no entanto, ele emite as outras cores, por\u00e9m com menos intensidade. \u00c9 por isso que para enxergar as outras cores emitidas pelo Sol tem que acontecer alguma coisa. A nossa atmosfera \u00e9 respons\u00e1vel pela separa\u00e7\u00e3o das cores do Sol. Podemos imaginar a atmosfera como sendo transparente a luz, entretanto ela se comporta de forma diferente para cada cor e \u00e9 por isso que ela separa as diversas cores. Esta propriedade \u00e9 chamada de dispers\u00e3o. Ao passar pelos constituintes da atmosfera as diversas cores se separam.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Existem material que separam as cores mais do que outros. Eles s\u00e3o \u00fateis para construir dispositivos que separem a luz. Um exemplo \u00e9 o<a href=\"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/files\/2014\/07\/prism.gif\" target=\"_blank\">prisma de vidro<\/a>.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">O mais curioso destes fen\u00f4menos provavelmente\u00a0<a href=\"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/files\/2014\/07\/800px-double-alaskan-rainbow.jpg\" target=\"_blank\">\u00e9 o arco \u00edris<\/a>. Ele ocorre em situa\u00e7\u00f5es bem especiais. Sempre do lado oposto ao Sol, antes antes das 10 ou depois das 16. Quem separa as cores do Sol nesse caso? A resposta \u00e9 a \u00e1gua. A \u00e1gua tamb\u00e9m \u00e9 transparente e separa as cores do Sol. Nesse caso, as gotas de \u00e1gua que se formam na atmosfera, permitem que a luz do Sol penetre, do lado oposto gota ela \u00e9 refletida e volta. Por isso, ele s\u00f3 aparece do lado oposto ao Sol. E como a luz andou dentro da \u00e1gua, as suas cores se separaram. Voc\u00ea poder\u00e1 testar esta explica\u00e7\u00e3o utilizando uma mangueira de \u00e1gua. Fa\u00e7a o jato de \u00e1gua subir e se coloque entre o Sol e este jato. Voc\u00ea ver\u00e1 a separa\u00e7\u00e3o das cores do Sol.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Com a populariza\u00e7\u00e3o dos discos compactos (CD) e os DVD, eles tamb\u00e9m separam as cores da luz, mas o efeito utilizado \u00e9 outro chamado de difra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\"><strong>O que \u00e9 a luz: os f\u00f3tons.<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555566\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Alhazen tamb\u00e9m achava que a luz era formada por uma corrente de pequenas part\u00edculas, andando em linha reta, mas ele nunca conseguiu provar. A primeira explica\u00e7\u00e3o da luz feita por Maxwell em 1865 indicava que ela tinha caracter\u00edsticas de uma onda. Fen\u00f4menos ondulat\u00f3rios s\u00e3o muito comuns na nossa vida, um deles \u00e9 o som. Hoje a percep\u00e7\u00e3o \u00e9 mais complexa. Sabemos que a luz tamb\u00e9m tem caracter\u00edstica de uma part\u00edcula, uma bola, e para a luz estas part\u00edculas se chamam f\u00f3tons. Esta foi uma descoberta feita por Albert Einstein em 1905. Mostrar que a exist\u00eancia dos f\u00f3tons \u00e9 muito dif\u00edcil, exige um equipamento sofisticado, mas mostrar a luz anda em linha reta e que precisamos dela para enxergar \u00e9 muito mais simples.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\"><strong>A luz dos \u00e1tomos.<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555566\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Utilizando a dispers\u00e3o da luz como acontece no arco \u00edris ou a difra\u00e7\u00e3o, se desenvolveu um instrumento chamado de espectr\u00f4metro, mede o espectro, que separa as cores. Uma importante descoberta foi que jogando-se a luz emitida por um \u00e1tomo neste instrumento aparecia algumas cores. Veja o espectro vis\u00edvel do b\u00e1rio.\u00a0<a style=\"color: #22a5a5\" href=\"http:\/\/www.colorado.edu\/physics\/2000\/index.pl\">Neste portal<\/a>, em Spectral lines,\u00a0voc\u00ea poder\u00e1 acessar o espectro vis\u00edvel de muitos elementos.<\/p>\n<p style=\"color: #555566\">Estudar a luz pode ser numa atividade divertida. Quem n\u00e3o se encanta com as sombras ou com o arco-\u00edris? Nestes dois fen\u00f4menos est\u00e3o presentes diversas propriedades da luz que as crian\u00e7as podem aprender brincando. Visualizar o caminho reto da luz, o efeito do espelho, s\u00e3o maneiras de desenvolver a percep\u00e7\u00e3o espacial.<\/p>\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brincando com a luz. \u00a0 O que \u00e9 a luz? \u00a0 O que \u00e9 a luz? Damos o nome de luz \u00e9 um fen\u00f4meno muito interessante e muito importante para todos n\u00f3s. A vida como existe aqui na Terra al\u00e9m de um dos nossos sentidos, a vis\u00e3o, depende da luz para existir. A luz do &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/brincando-com-a-luz\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":110,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-77","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-professores","item-wrap"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/wp-json\/wp\/v2\/users\/110"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=77"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":297,"href":"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77\/revisions\/297"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=77"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=77"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ifi.unicamp.br\/imre\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=77"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}