A Unicamp como instituição a serviço da sustentabilidade
A Unicamp é uma das universidades do mundo que reúne, sob um mesmo teto, quase todas as áreas do conhecimento humano: física, química, biologia, engenharias, medicina, saúde, ciências humanas, ciências tecnológicas, artes, computação, economia, educação, geociências, planejamento energético, etc.. Cada uma dessas áreas toca, de alguma forma, os desafios do desenvolvimento sustentável.
E nos últimos anos a Unicamp foi além: criou o Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (HIDS) e uma Diretoria Executiva de Sustentabilidade (DExS). A universidade não apenas tem as competências — tem a intenção institucional de usá-las. Isso é o diferencial. Isso é uma vantagem estratégica rara.
Os grandes problemas do nosso tempo — mudanças climáticas, transição energética, segurança alimentar, água, biodiversidade, desigualdade — não pertencem a nenhuma disciplina isolada. Eles exigem exatamente o que a Unicamp tem: diversidade de competências, capacidade de diálogo e tradição de excelência científica.
A questão não é se a Unicamp tem o que é necessário. É como conectar a universidade com o que já existe e que muitas vezes não está sendo aplicado por limitações diversas (tecnológicas, políticas públicas, competências específicas…).
O que é o LDS
O diretor do IFGW, Prof. Marcos Oliveira, convidou o Prof. Marco Aurelio a estruturar um projeto de sustentabilidade para o instituto — com a condição de que dialogasse com o restante da universidade. O LDS é a resposta a esse convite.
Laboratório para o Desenvolvimento Sustentável (LDS) é uma iniciativa para transformar esse potencial em impacto concreto. Não é um novo prédio nem uma nova burocracia. É uma metodologia e uma arquitetura de colaboração que parte de problemas reais, mapeia competências existentes e conecta o que já está aqui — de forma leve, gradual e verificável.
A iniciativa parte de um convite exploratório às unidades da Unicamp. Os dois documentos abaixo mostram esse potencial mapeado: quase todas as unidades acadêmicas, institutos, centros e colégios técnicos da universidade têm contribuições naturais a oferecer para a agenda de sustentabilidade.
📄 Iniciativa LDS – Resumo Executivo (janeiro de 2026) — visão geral da proposta e lógica de engajamento voluntário das unidades.
📄 Iniciativa LDS – Documento Exploratório (janeiro de 2026) — mapeamento de contribuições potenciais por unidade, com interfaces com os ODS da Agenda 2030.
Esses documentos não são propostas fechadas. São provocações — um ponto de partida para que cada unidade ajuste, critique e cocrie.
O que mudou desde janeiro de 2026
Ao discutir uma proposta piloto no IFGW, a iniciativa evoluiu. Em abril de 2026, uma palestra no Departamento de Física Aplicada (DFA/IFGW) gerou engajamento concreto: professores trouxeram problemas reais de suas pesquisas como candidatos a um piloto. A conversa saiu do plano das ideias e entrou no plano da ação.
O projeto ganhou método, orçamento e critérios de sucesso claros. E ganhou uma peça central que não existia em janeiro: o LDS-SAD.
Por onde começar: o LDS-SAD
Todo esse potencial precisa de um ponto de entrada. Um método que não exija nova estrutura, que seja testável rapidamente e que produza resultados verificáveis antes de qualquer decisão de escalonamento.
Esse método é o LDS-SAD — Sistema de Apoio à Decisão.
Em vez de partir do que a universidade sabe fazer, o LDS-SAD parte do problema real, mapeia o que o mercado já tentou, identifica por que essas tentativas falharam, e só então pergunta o que a Unicamp pode oferecer de superior. O resultado não é uma resposta pronta — é um mapa de tensões que orienta a decisão humana.
Uma sessão leva 2 a 3 horas. O piloto no DFA dura 90 dias. Se funcionar, a proposta poderá ser escalonada para toda a Unicamp. Se não funcionar, poderá ser encerrada — sem trauma, com gastos irrisórios e com aprendizado documentado.
🪞 Saiba mais sobre o LDS-SAD — Sistema de Apoio à Decisão
Esta página está em construção permanente. O LDS é um experimento institucional vivo — não uma proposta acabada.
Coordenação: Prof. Marco Aurelio Pinheiro Lima (voluntário, IFGW/Unicamp) — maplima@ifi.unicamp.br






