Nasceu em São Paulo, em 1957. Cresceu e estudou em Caieiras, tendo realizado quase toda a sua formação em instituições públicas: Grupo Escolar Otto Weiszflog e Colégio Estadual Walther Weiszflog, em Caieiras, e Universidade de São Paulo, onde concluiu a graduação e o mestrado em Física. Realizou o doutorado no California Institute of Technology (Caltech), em Pasadena, Estados Unidos, no período de 1981 a 1986. Antes de ingressar na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 1987, trabalhou no Instituto de Estudos Avançados do Centro Técnico Aeroespacial, em São José dos Campos.
Sobre ele
É professor titular da Unicamp desde 1998. Proferiu numerosas palestras, a convite, em conferências internacionais realizadas nos Estados Unidos, Inglaterra, Áustria, Dinamarca, Suécia, Portugal, Japão, Índia, Venezuela, Argentina, Alemanha, Rússia, Chile, Jordânia e Cuba. Publicou mais de 180 artigos em revistas científicas indexadas e possui mais de 3.500 citações segundo o Web of Science.
Atuou no Comitê Geral e foi vice-chairman do Encontro de Buenos Aires (2005) da International Conference on Photonic, Electronic, and Atomic Collisions (ICPEAC), tendo integrado também o comitê executivo da conferência no período de 2005 a 2009. Em 2005, Ano Internacional da Física, organizou no Brasil dois encontros satélites do ICPEAC: EMS05 (Electron-Molecule Collisions and Swarms) e Positron05 (Low-Energy Positron and Positronium Physics). A partir desse momento, em Campinas, esses dois encontros satélites continuaram a ocorrer permanentemente juntos com o nome POSMOL.
Na Unicamp, foi membro do Conselho Universitário (1992–1994) e da Congregação do Instituto de Física “Gleb Wataghin” (IFGW) em diversas ocasiões. Exerceu a função de Coordenador de Graduação (1992–1994) e foi um dos autores do chamado Cursão (Curso 51), uma ação conjunta do IFGW e do IMECC. Foi chefe do Departamento de Eletrônica Quântica (1998–2002) e avaliador do MEC para o curso de graduação em Física em 2001. Atuou como tesoureiro da Sociedade Brasileira de Física (2000–2001).
Entre 2002 e 2005, foi assessor do Reitor da Unicamp (gestão do Prof. Carlos Henrique de Brito Cruz), período em que coordenou a reforma do prédio do Ciclo Básico. De 2008 a 2012, foi diretor e responsável pela implantação do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE/CNPEM), atualmente Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR/CNPEM).
É físico teórico, com atuação em física atômica e molecular, na área de espalhamento de baixa energia de pósitrons e elétrons por moléculas. Orientou 17 teses de doutorado. Foi editor da revista European Physical Journal D entre 2004 e 2012. Atuou como pesquisador do CNPq, nível 1A, de 2004 a 2021, além de árbitro de periódicos internacionais e assessor de agências de fomento à pesquisa, como Fapesp e CNPq. Coordenou projeto temático da Fapesp (2009–2013) sobre aplicações de plasmas em biomassa para produção de etanol.
Recebeu o Prêmio de Reconhecimento Acadêmico Zeferino Vaz em duas ocasiões, em 2001 e 2013, e foi eleito membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo em 2015. Entre 2017 e 2021, exerceu o cargo de Diretor Executivo de Planejamento Integrado da Unicamp (DEPI), na gestão do Prof. Marcelo Knobel, período em que coordenou a criação do Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (HIDS).
Após se aposentar em 2022, e inspirado pelo espírito do HIDS, passou a articular, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), a criação do Laboratório Nacional para o Desenvolvimento Sustentável (LANDS). Com apoio técnico (dos coordenadores de programas) e político, manteve interlocução com diferentes ministérios potencialmente interessados no tema, o que viabilizou uma apresentação institucional do LANDS ao Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin, acompanhada de uma proposta com atuação vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O registro do relato indica que a iniciativa foi bem recebida, havendo expectativa de que o LANDS venha a se concretizar. A denominação Laboratório Nacional constitui um poderoso instrumento para mobilizar competências distribuídas em diferentes instituições, viabilizando projetos de Estado. O desenvolvimento sustentável, por sua vez, deve ser tratado como um verdadeiro projeto de Estado para o Brasil.
Atualmente, encontra-se de volta ao IFGW como colaborador voluntário (em fase de formalização) e, a pedido da Direção do Instituto, está estruturando um projeto de sustentabilidade que dialogue com outras unidades da Unicamp. Paralelamente, prepara-se para lecionar a disciplina F689 — Mecânica Quântica — em uma versão desafiadora que faz uso intensivo de Inteligência Artificial. A Mecânica Quântica transformou profundamente a humanidade ao longo dos séculos XX e XXI. A Inteligência Artificial, também fruto dos avanços tecnológicos viabilizados, em grande parte, por essa revolução científica, tende a evoluir e a provocar mudanças profundas nas relações humanas em múltiplos níveis — educação, saúde, política, economia e trabalho, entre outros. Ensinar e aprender Mecânica Quântica com liberdade no uso da Inteligência Artificial constitui, hoje, um desafio intelectual e pedagógico particularmente estimulante.

