Sobre ele

UM POUCO DA  HISTÓRIA PROFISSIONAL

🌍Formação e origens. Nasceu em São Paulo, em 1957. Cresceu e estudou em Caieiras, tendo realizado quase toda a sua formação em instituições públicas: Grupo Escolar Otto Weiszflog e Colégio Estadual Walther Weiszflog, em Caieiras, Escola Estadual Major Arcy, na cidade de São Paulo, e Universidade de São Paulo, onde concluiu a graduação e o mestrado em Física. Realizou o doutorado no California Institute of Technology (Caltech), em Pasadena, Estados Unidos, no período de 1981 a 1986. Antes de ingressar na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 1987, trabalhou no Instituto de Estudos Avançados do Centro Técnico Aeroespacial, em São José dos Campos.

📚Vida acadêmica e Trajetória Internacional.  Foi professor titular da Unicamp desde 1998 até a aposentadoria em 2022. Proferiu numerosas palestras, a convite, em conferências internacionais realizadas nos Estados Unidos, Inglaterra, Áustria, Dinamarca, Suécia, Portugal, Japão, Índia, Venezuela, Argentina, Alemanha, Rússia, Chile, Jordânia e Cuba. Publicou mais de 180 artigos em revistas científicas indexadas e possui mais de 4000 citações segundo o Web of Science.
📚É físico teórico, com atuação em física atômica e molecular, na área de espalhamento de baixa energia de pósitrons e elétrons por moléculas. Orientou 17 teses de doutorado. Foi editor da revista European Physical Journal D entre 2004 e 2012. Atuou como pesquisador do CNPq, nível 1A, de 2004 a 2021, além de árbitro de periódicos internacionais e assessor de agências de fomento à pesquisa, como Fapesp e CNPq. Coordenou projeto temático da Fapesp (2009–2013) sobre aplicações de plasmas em biomassa para produção de etanol.
🏅Recebeu o Prêmio de Reconhecimento Acadêmico Zeferino Vaz em duas ocasiões, em 2001 e 2013, e foi eleito membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo em 2015.
🌐Atuou no Comitê Geral e foi vice-chairman do Encontro de Buenos Aires (2005) da International Conference on Photonic, Electronic, and Atomic Collisions (ICPEAC), tendo integrado também o comitê executivo da conferência no período de 2005 a 2009. Em 2005, Ano Internacional da Física, organizou no Brasil dois encontros satélites do ICPEAC: EMS05🔗 (Electron-Molecule Collisions and Swarms) e Positron05🔗 (Low-Energy Positron and Positronium Physics). A partir desse momento, em Campinas, esses dois encontros satélites continuaram a ocorrer permanentemente juntos com o nome POSMOL🔗.
🏛️Na Unicamp, foi membro do Conselho Universitário (1992–1994) e da Congregação do Instituto de Física “Gleb Wataghin” (IFGW) em diversas ocasiões. Exerceu a função de Coordenador de Graduação (1992–1994) e foi um dos autores do chamado Cursão (Curso 51), uma ação conjunta do IFGW e do IMECC. Foi chefe do Departamento de Eletrônica Quântica (1998–2002) e avaliador do MEC para o curso de graduação em Física em 2001. Atuou como tesoureiro da Sociedade Brasileira de Física (2000–2001).
🏛️Entre 2002 e 2005, atuou como assessor do Reitor da Unicamp, na gestão do Prof. Carlos Henrique de Brito Cruz, período em que coordenou a reforma do prédio do Ciclo Básico. Em 2006, a convite do então Diretor Científico da FAPESP, Prof. Carlos Henrique de Brito Cruz, integrou um comitê encarregado de estudar a universidade do futuro em um horizonte de 20 anos. Como membro de uma subcomissão desse comitê, participou da elaboração de uma proposta (clique aqui🔗) para a criação da Universidade Aberta do Estado de São Paulo (UASP), idealizada com características inovadoras no que diz respeito à avaliação dos alunos — um dos grandes desafios das universidades virtuais. Anos mais tarde, o Governo do Estado de São Paulo criou a UNIVESP, universidade pública voltada ao ensino superior a distância, em um contexto mais amplo de discussão sobre novos modelos de universidade.
 
🌱Infraestrutura Nacional: O CTBE. De 2008 a 2012, foi diretor e responsável pela implantação do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE/CNPEM), atualmente Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR/CNPEM)🔗. Para um pouco da história do CTBE (e lembrando Roberto Campos “o Brasil nunca perde uma oportunidade de perder uma oportunidade”), veja (clique aqui🔗) uma apresentação de 2011 (um pouco mais de um ano após a  inauguração do laboratório, em 22/01/2010). Para ver uma foto da inauguração (clique aqui🔗).
 
🏛️Planejamento Estratégico e Visão de Futuro: o HIDS. Entre 2017 e 2021, exerceu o cargo de Diretor Executivo de Planejamento Integrado da Unicamp (DEPI)🔗, na gestão do Prof. Marcelo Knobel, período em que coordenou a criação do Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (HIDS)🔗. Se for assinante do Estadão, clique aqui🔗, para ler uma matéria sobre o HIDS. Se preferir, veja esse vídeo de 10 minutos sobre o projeto HIDS  (clique aqui🔗).
 
🌱Projetos de Estado e Sustentabilidade: LANDS e iniciativa LDS. Após se aposentar em 2022, e inspirado pelo espírito do HIDS, passou a articular, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), a criação do Laboratório Nacional para o Desenvolvimento Sustentável (LANDS)🔗. Com apoio técnico (dos coordenadores de programas) e político, manteve inter-locução com diferentes ministérios potencialmente interessados no tema, o que viabilizou uma apresentação institucional do LANDS ao Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin, acompanhada de uma proposta (clique aqui🔗) com atuação vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A iniciativa foi bem recebida (clique aqui para o relato🔗), mas não existe expectativa de que o LANDS venha a se concretizar. Para conhecer a proposta original e os signatários que acreditaram nela,  leia a nota de motivação (clique aqui🔗), escrita nas vésperas da COP30 para criá-lo. A denominação Laboratório Nacional constitui um poderoso instrumento para mobilizar competências distribuídas em diferentes instituições, viabilizando projetos de Estado. O desenvolvimento sustentável, por sua vez, deve ser tratado como um verdadeiro projeto de Estado para o Brasil.
 

O país que inventou o futuro e o deixou na gaveta (clique aqui 🔗)

 

🌱Atualmente, encontra-se de volta ao IFGW como colaborador voluntário (em fase de formalização) e, a pedido da Direção do Instituto, está estruturando um projeto de sustentabilidade que dialogue com outras unidades da Unicamp, no âmbito da Iniciativa LDS (Laboratório para o Desenvolvimento Sustentável). A estratégia evoluiu e em uma conversa na nova Diretoria Executiva de Sustentabilidade (DExS), com seu diretor, diretor do IFGW e coordenador do NIPE, definimos os primeiros passos dessa jornada  [saiba mais sobre a iniciativa LDS, clique aqui🔗]
 
🪞Fronteiras da Pedagogia: Espelho Quântico e Inteligência Artificial. No âmbito do projeto Espelho Quântico, lecionou a disciplina F689 — Mecânica Quântica 1 — no primeiro semestre de 2026 e leciona a disciplina F789 — Mecânica Quântica 2   no segundo semestre de 2026  em  versões desafiadoras que fazem uso intensivo de Inteligência Artificial. Clique aqui para saber mais🔗. A Mecânica Quântica transformou profundamente a humanidade ao longo dos séculos XX e XXI. A Inteligência Artificial, também fruto dos avanços tecnológicos viabilizados, em grande parte, por essa revolução científica, tende a evoluir e a provocar mudanças profundas nas relações humanas em múltiplos níveis — educação, saúde, política, economia e trabalho, entre outros. Ensinar e aprender Mecânica Quântica com liberdade no uso da Inteligência Artificial constitui, hoje, um desafio intelectual e pedagógico particularmente estimulante.